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Curso de Qualificação Profissional

MANIPULAÇÃO DE FITOTERÁPICOS

JUSTIFICATIVA

    Nos últimos anos tem crescido muito em nosso país a preferência pelo uso de medicamentos fitoterápicos, cuja demanda tem estimulado, inclusive, o surgimento de farmácias de manipulação.

    Para produzir, entretanto, as farmácias necessitam de matéria prima, produzida em condições ideais de pureza e qualidade. E nosso país, tradicionalmente conhecido como possuidor de imensa e diversificada flora, tem investido muito pouco na produção de plantas medicinais para atender a essa necessidade da população e do mercado.

    Com isso, obriga as farmácias a procurar o mercado externo, já que oferece melhores garantias de controle de qualidade da matéria prima. Evidentemente as farmácias importam plantas medicinais de outros países, que já obtiveram o reconhecimento internacional de suas propriedades terapêuticas.

    Entretanto, as plantas medicinais brasileiras ou as que aqui se aclimataram, possuidoras de enorme potencial terapêutico, vem sendo sub-aproveitadas, em virtude da pequena quantidade ainda de agricultores especializados no cultivo de plantas medicinais, que obedeçam às exigências de controle de qualidade da matéria prima.

    Por isso a necessidade de formar profissionais, com embasamento científico e técnico, para atuar no processo de produção agrícola e/ou extrativista, de acordo com o caso, mas também no processo de manipulação de plantas medicinais, para a produção de fitoterápicos.

    As farmácias de manipulação e os laboratórios de fitoterápicos poderão contar com um contingente de profissionais melhor preparados para o processo produtivo, na medida em que diversas turmas de alunos do curso de manipulação forem sendo formadas.

I) Curso Proposto - Dados Gerais:

Denominação : Curso Manipulação de Fitoterápicos

Nível: Qualificação Profissional

Referências: Deliberação Nº 220 de 27.08.1996 da Secretaria de Estado de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

Duração: 8 meses

Carga Horária: 315 h/a

Total de Créditos: 20 créditos

III) Pre-requisito: Ensino Médio

IV) Clientela:

- Profissionais da área da saúde, práticos de farmácia, técnicos de farmácia, farmacêuticos, agrônomos, agricultores, auxiliares e técnicos de enfermagem.

V) Objetivos do Curso:

- Oferecer formação técnico-científica para profissionais da área da saúde e agricultores especializados no cultivo de plantas medicinais para atuação efetiva em seu campo profissional: farmácias de manipulação e cultivo de plantas medicinais.

1ª Disciplina:

NOÇÕES DE BOTÂNICA E TAXONOMIA

1) Justificativa: Disciplina pré-requisito para as demais disciplinas do curso, na medida em que não é possível desenvolver uma fitoterapia científica sem o conhecimento mínimo da nomenclatura botânica para contribuir para a rigorosa identificação da espécie medicinal.

2) Ementa: Noções gerais sobre botânica morfológica de angiospermas e o estudo sucinto do reino vegetal e todas as suas divisões.

3) Professor:

4) Objetivo: Analisar a morfologia externa das Angiospermas, na medida em que esta divisão botânica contém a maior parte das plantas medicinais brasileiras, nativas ou aclimatadas e analisar todo o reino vegetal, estudando genericamente todas as suas divisões.

5) Conteúdo Programático:

- Morfologia externa das angiospermas (monocotiledôneas e dicotiledôneas) com a análise das diversas características das raízes, caules, folhas, flores, frutos, sementes e embriões.

- Técnicas de herborização. Materiais necessários para a organização de um herbário

- Introdução à botânica taxonômica.

- A tabela evolutiva da vida na terra.

- Os fósseis vegetais

- A teoria evolucionista

- As principais características das divisões do reino vegetal: bactérias, algas, fungos, líquens, briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

- As angiospermas e suas principais famílias.

- Principais diferenças entre a classe das monocotiledôneas e dicotiledôneas.

6) Carga Horária: 30 horas/aula.

7) Metodologia (procedimentos pedagógicos)

- A disciplina será ministrada através de aulas expositivas com a utilização de transparências.

- Aulas práticas para localização dos diversos tipos de apresentação das partes constitutivas dos vegetais superiores (Angiospermas) e suas respectivas famílias, assim como para identificação das diferentes divisões do reino vegetal.

8) Avaliação:

A avaliação dos alunos deverá ser feita através de testes periódicos, para memorização da terminologia botânica e apresentação de monografia com a descrição de uma espécie medicinal nativa ou aclimada no Brasil.

9) Bibliografia:

a) FERRI, Mário Guimarães:

1971 - Botânica - Morfologia Externa das Plantas - Ed. Melhoramentos - S.Paulo -149 p.

b) FERRI, Mário Guimarães (1918- ), N.L. MENEZES & Walkyria R. MONTEIRO:

1981 - Glossário de Termos Botânicos - Ed. Nobel - S.Paulo - 197 p.

c) RAWITSCHER, Felix (1890-1957):

1968 - Elementos Básicos de Botânica Geral - Cia. Ed. Nacional - 5ª Ed. - São Paulo - Brasil

d) JOLY, Aylthon Brandão (1924-1975):

1975 - Botânica - Introdução à Taxonomia Vegetal - 2ª Ed. - C.E.N. - S.Paulo - 777 p.

e) HEYWOOD, Vernon H.:

1970 - Taxonomia Vegetal - C.E.N./Edusp - S.Paulo - 108 p.

f) SCHULTZ, Alarich R.:

1968 - Introdução ao Estudo da Botânica Sistemática - 2 Vol. - Globo - P.Alegre - 241/427 p.

g) DELEVORYAS, Theodore:

1978 - Diversificação nas Plantas - Livr. Pioneira/MEC - S. Paulo - 184 p.

2ª Disciplina:

1) Justificativa: Disciplina necessária para estimular o uso de técnicas de cultivo adequadas e específicas para as plantas medicinais no sentido de preservar e padronizar a produção de plantas medicinais com teor terapêutico adequado para cada espécie.

2) Ementa: Cuidados básicos para a obtenção de planta medicinal de boa qualidade e técnicas para a preservação do teor terapêutico e técnicas de manejo sustentado de plantas medicinais.

3) Professor:

4) Objetivo: Estudar teórica e praticamente as diferentes técnicas de cultivo adequadas para a produção de plantas medicinais ou de coleta através de manejo sustentado.

5) Conteúdo Programático:

- Noções de agricultura orgânica. Adubação, estudo de solos.

- Propagação de plantas medicinais.

- Sistemas de cultivo

- Técnicas de manejo sustentado de plantas medicinais.

- Técnicas de coleta e beneficiamento de plantas medicinais

6) Carga Horária: 15 horas/aula.

7) Metodologia (procedimentos pedagógicos)

- A disciplina deverá ser ministrada através de aulas expositivas com a utilização de transparências ou slides.

- Aulas práticas para para visualização das diferentes técnicas de cultivo e beneficiamento de plantas medicinais.

8) Avaliação:

A avaliação dos alunos deverá ser feita através de testes periódicos, para memorização da terminologia agronômica específica para plantas medicinais e apresentação de monografia com a descrição de técnicas de cultivo para uma planta medicinal nativa ou aclimada no Brasil.

9) Bibliografia:

a) STASI, Luiz Claudio (Organizador):

1996 - Plantas Medicinais: Arte e Ciência - Um Guia de Estudo Interdisciplinar - Ed. Unesphoramentos - S.Paulo -230 p.

b) MAGALHÃES, Pedro Melillo de:

1997 - O Caminho Medicinal das Plantas: Aspectos sobre o Cultivo - Ed. RZM Prezz - Campinas - 120 p.

c) CASTRO, Luiz Osório de & Vera Maria CHEMALE:

1995 - Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas - Livraria e Editora Agropecuária - Guaíba (RS) - Brasil - 195 p.

d) CORREA JUNIOR; Lin Chau MING & Marianne Christina SCHEFFER:

1991 - Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas - Emater (PR) - Curitiba - Brasil - 151 p.

e) SILVA JUNIOR, Antonio Amaury & alli:

1994 - Plantas Medicinais, Caracterização e Cultivo - Epagri - Florianópolis - Brasil - 71 p.

3ª Disciplina:

1) Justificativa: Disciplina necessária para que o aluno possa entender porque as plantas medicinais dispõem de potencial terapêutico, e, por isso, a necessidade de estudar a sua composição fitoquímica.

2) Ementa: Noções de fitoquímica e fitofarmacologia aplicada.

3) Professor:

4) Objetivo: Estudar as diferentes classes de produtos naturais e suas respectivas aplicações terapêuticas.

5) Conteúdo Programático:

Estudo dos grupos e subgrupos fitoquímicos e suas características farmacológicas; princípios ativos comuns ou de importância; estabilidade e interações dos principais grupos fitoquímicos; absorção, distribuição e excreção quando conhecidas; relação de grupos fitoquímicos com espécies ou órgão dos vegetais; alcalóides, flavonóides, terpenos, terpenóides, suas atividades e utilizações. Estudar as relações existentes entre as classes de produtos naturais e as atividades farmacológicas. Noções sobre o trabalho quimiosistêmico.

6) Carga Horária: 30 horas/aula.

7) Metodologia (procedimentos pedagógicos):

- A disciplina deverá ser ministrada através de aulas expositivas com a utilização de transparências ou slides.

- Aulas práticas em laboratório para compreensão do processo de identificação de substâncias ativas e do seu isolamento para estudo do potencial farmacológico de cada substância.

8) Avaliação:

A avaliação dos alunos deverá ser feita através de testes periódicos, para memorização da terminologia fitoquímica.

9) Bibliografia:

a) STASI, Luiz Claudio (Organizador):

1996 - Plantas Medicinais: Arte e Ciência - Um Guia de Estudo Interdisciplinar - Ed. Unesphoramentos - S.Paulo -230 p.

b) MATOS, Francisco José de Abreu (1924- ):

1988 - Introdução à Fitoquímica Experimental - Edit. da UFC - Fortaleza - 126 p.

c) M. P. SOUSA; M. E. O. MATOS; F. J. A. MATOS (1924-); M. I. L. MACHADO & A. A. CRAVEIRO:

1991 - Constituintes Químicos de Plantas Medicinais Brasileiras, Propriedades Químicas e  Espectrométricas de 82 Substâncias Químicas Ativas e das 56 Plantas que as Contêm - EUFC - Fortaleza -Brasil - 416 p.

d) ALENCASTRO, R. B. & H. MANO:

1987 - Nomenclatura dos Compostos Orgânicos - Ed.Guanabara - Rio de Janeiro

4ª) Disciplina:

1) Justificativa: Disciplina necessária para estimular a produção de plantas medicinais com controle de qualidade.

2) Ementa: Estudar as formas de reconhecimento de adulterações e contaminação de plantas medicinais e dos índices ideais de biossíntese de princípios ativos.

3) Professor:

4) Objetivo: Estudar os métodos de avaliação da presença de princípios ativos e contaminação por fungos, protozoários, bactérias, metais pesados, substâncias radioativas e outros.

5) Conteúdo Programático:

- Métodos tradicionais de detecção de adulteração da matéria prima (métodos sensoriais)

- Métodos de certificação de não adulteração (ponto de fusão)

- Visão atual do controle da matéria prima (métodos cromatográficos na análise de extratos, presença e concentração de substâncias tóxicas).

- Cromatografia gasosa de alta resolução acoplada à espectrometria de massas (HRGC-MS)

- Cromatografia líquida de alta eficência (HPLC)

6) Carga Horária: 15 horas/aula.

7) Metodologia (procedimentos pedagógicos):

- A disciplina deverá ser ministrada através de aulas expositivas com a utilização de transparências ou slides.

- Aulas práticas em laboratório para identificação de contaminantes e substâncias patogênicas e tóxicas e princípios ativos de produtos naturais.

8) Avaliação:

A avaliação dos alunos deverá ser feita através de testes periódicos, para memorização da terminologia utilizada no controle de qualidade.

9) Bibliografia:

a) STASI, Luiz Claudio (Organizador):

1996 - Plantas Medicinais: Arte e Ciência - Um Guia de Estudo Interdisciplinar - Ed. Unesphoramentos - S.Paulo -230 p.

1991 - Constituintes Químicos de Plantas Medicinais Brasileiras, Propriedades Químicas e Espectrométricas de 82 Substâncias Químicas Ativas e das 56 Plantas que as Contêm - EUFC - Fortaleza -Brasil - 416 p.

d) ALENCASTRO, R. B. & H. MANO:

1987 - Nomenclatura dos Compostos Orgânicos - Ed.Guanabara - Rio de Janeiro

e) EVANGELISTA, José:

1992 - Alimentos, um Estudo Abrangente - Ed. Atheneu - Rio de Janeiro - Brasil - 450 p.

f) Resolução-RDC Nº 17 de 24.02.2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.

5ª Disciplina:

1) Justificativa: Disciplina necessária para promover o conhecimento da ação farmacodinâmica das plantas medicinais nativas ou aclimatadas no Brasil assim como promover a seleção rigorosa quanto ao uso de plantas medicinais farmacodinamicamente ativas.

2) Ementa: Estudo das propriedades farmacodinâmicas das plantas medicinais e tóxicas, nativas ou aclimatadas no Brasil, a partir das famílias botânicas a que pertencem, dando especial atenção às plantas que já fazem parte do elenco de plantas medicinais do programa estadual de plantas medicinais.

3) Professor:

4) Objetivo: Analisar as propriedades farmacodinâmicas das plantas medicinais, a partir de suas características fenológicas, avaliando a história terapêutica de cada planta.

5) Conteúdo Programático:

- Selecionar as principais famílias botânicas de Monocotiledôneas e Dicotiledôneas com o objetivo de estudar as propriedades de cada espécie pertencente a cada família. Com isso, facilitaria a compreensão das semelhanças morfológicas de cada espécie dentro da mesma família. O livro de Taxonomia Vegetal de A. Brandão JOLY e o livro de João ANGELY, poderiam ser utilizados como referência.

- Selecionar para estudo as plantas pertencentes ao elenco de plantas medicinais do Programa Estadual de Plantas Medicinais.

- Selecionar para estudo as plantas pertencentes ao elenco de plantas medicinais indicado no Anexo I da Resolução nº 17 do Ministério da Saúde.

- Selecionar para estudo, nas diversas divisões do Reino Vegetal, as famílias que possuem plantas tóxicas.

- Relativizar o conceito de planta tóxica, na medida em que, dependendo do modo de preparar, da posologia ou das condições de coleta, uma determinada planta pode deixar de ser tóxica.

6) Carga Horária: 60 horas/aula.

7) Metodologia (procedimentos pedagógicos):

- A disciplina será ministrada através de aulas expositivas com a utilização de transparências com a imagem ou exscicata de cada planta medicinal ou tóxica brasileira a ser estudada.

- Aulas práticas para localização das diferentes espécies medicinais e tóxicas no campo.

8) Avaliação:

A avaliação dos alunos deverá ser feita através de testes periódicos, para memorização das espécies medicinais e tóxicas brasileiras e apresentação de monografia com a descrição e potencial de utilização de planta medicinal nativa ou aclimatada no Brasil.

9) Bibliografia:

a) ANGELY, João (1917-1979):

1958 - Tratado de Botânica Aplicada à Farmácia - Ed. Phyton - Curitiba - Paraná - 311 p.

b) PECKOLT, Theodoro (1822-1912) & Gustavo, PECKOLT (1861-1923):

1888/1914 - Historia das Plantas Medicinaes e Uteis do Brazil - 8 Fasc. - Laemmert - Rio

c) SILVA, Rodolpho Albino Dias da (1889-1931):

1929 - Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil - Cia Editora Nacional - S.Paulo - 1145 p.

d) CORREA, Manuel Pio (1874-1934):

1926/1975 - Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas - 6 v. - M. Agr. - Rio

e) HOEHNE, F. C. (1882-1959):

1939 - Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais - Dp.Botânica - S.P. - 355 p.

f) FERNANDES, Afrânio:

1975 - Noções de Toxicologia e Plantas Tóxicas - U.F.C. - Fortaleza - 116 p.

g) MATOS, Francisco José de Abreu (1924- ):

1996 - Farmácias Vivas - 2ª Ed. - Ed. U.F.C. - Fortaleza - 179 p.

h) BRAGANÇA, Luiz Antonio Ranzeiro de:

1996 - Plantas Medicinais Antidiabéticas - Uma Abordagem Multidisciplinar - Eduff - Niterói - 300 p.

i) ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE:

1991 - Pautas para la Evaluacion de Medicamentos Herbarios - Programa de Medicina Tradicional - Ginebra - 5 p.

j) AKERELE, O.:

1988 - Medicinal Plants and Primary Health Care: an Agenda for Action - in Fitoterapia - Nº 5 - pp. 355/363

k) OCCHIONI, Paulo:

1944 - Contribuição para Conhecimento das Plantas Tóxicas Brasileiras - Separata do Boletim do M.Agr. - DEZ/1944 - Rio

1953 - Estudos sobre Plantas Tóxicas do Brasil e a Necessidade de sua Sistematização in Rev. Flora Med. - Ano 20 - Nº 1/6 - JAN/JUN/1953 - Rio - pp. 3/26.

l) Resolução-RDC Nº 17 de 24.02.2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.

6ª Disciplina:

FARMACOTÉCNICA

1) Justificativa: Disciplina necessária para promover o aprendizado das técnicas de manipulação farmacêutica específicas para plantas medicinais.

2) Ementa: Estudo teórico e prático das técnicas de manipulação de plantas medicinais.

3) Professor:

4) Objetivo: Recursos necessários para implantação de uma farmácia de produção de fitoterápicos; técnicas de manipulação farmacêutica de plantas medicinais, incluindo formas sólidas, líquidas e pastosas. Ex. : pós, cápsulas, tinturas, xaropes, pomadas, supositórios, etc.

5) Conteúdo Programático:

- Método de preparação da forma farmacêutica básica de uso interno: preparação de tintura, xarope, elixir.

- procedimentos para drogas de origem vegetal.

- cuidados na preparação de tinturas.

- rotulagem, método de preparação da forma farmacêutica básica de uso externo.

- insumos inertes das fórmulas farmacêuticas de uso externo: formas farmacêuticas líquidas (preparações nasais, odontológicas, colutórios, óleos e gliceróleos).

- formas farmacêuticas sólidas (pós medicinais, talcos medicinais, supositórios e óvulos).

- formas farmacêuticas semi-sólidas (cremes, géis, géis-cremes).

6) Carga Horária: 60 horas/aula.

7) Metodologia (procedimentos pedagógicos):

- A disciplina será ministrada através de aulas expositivas, alternadas com aulas práticas de manipulação de plantas medicinais.

8) Avaliação:

A avaliação dos alunos deverá ser feita através de testes periódicos, para memorização das das técnicas de manipulação e preparação de fitoterápicos com avaliação da qualidade do produto.

9) Bibliografia:

a) SILVA, Rodolpho Albino Dias da (1889-1931):

1929 - Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil - Cia Editora Nacional - S.Paulo - 1145 p.

b) COSTA, Aloysio Fernandes:

1975 - Farmacognosia - 3 Vol. - Fund. Calouste Gulbenkian - 3ª Ed. - Lisboa - 1117 p.

c) COIMBRA, Raul (1905-1979):

1958 - Notas de Fitoterapia - Catálogo dos Dados Principais sobre Plantas Utilizadas em Medicina e Farmácia - 2ª Ed. Parcialmente revista e aumentada pelo Prof. Dr. E. Diniz da Silva - Laboratório Clínico Silva Araujo S. A. - Rio de Janeiro - Brasil - 427 p.

1994 - Manual de Fitoterapia - 3ª Ed. - Ed. CEJUP - Belém - Brasil - 335 p.

d) VILLOBALDI, Gastão:

s/d - Farmácia Prática - Ed. Irmãos Di Giorgio - Rio de Janeiro - Brasil - 203 p.

e) LUZ, Heitor:

1947 - Manipulação Farmacêutica - Prática e Dificuldades - J. R. de Oliveira & Cia Ltda - Rio de Janeiro - Brasil - 468 p.

1954 - Livro do Prático de Farmácia - Ferreira e Girão e Cia Ltda - 5ª Ed. - São Paulo - Brasil

6ª Disciplina:

1) Justificativa: Disciplina necessária para estimular o controle de qualidade da produção de medicamentos fitoterápicos.

2) Ementa: Estudar as formas de reconhecimento da presença dos índices ideais de princípios ativos em medicamentos fitoterápicos.

3) Professor:

4) Objetivo: Estudar os métodos de avaliação da presença de princípios ativos e contaminação por fungos, protozoários, bactérias, metais pesados, substâncias radioativas e outros.

5) Conteúdo Programático:

- Métodos tradicionais de detecção de adulteração do medicamento fitoterápico (métodos sensoriais)

- Métodos de certificação de não adulteração (ponto de fusão)

- Visão atual do controle do medicamento fitoterápico (métodos cromatográficos na análise de extratos, presença e concentração de substâncias tóxicas).

- Cromatografia gasosa de alta resolução acoplada à espectrometria de massas (HRGC-MS)

- Cromatografia líquida de alta eficência (HPLC)

6) Carga Horária: 15 horas/aula.

7) Metodologia (procedimentos pedagógicos):

- A disciplina deverá ser ministrada através de aulas expositivas com a utilização de transparências ou slides.

- Aulas práticas em laboratório para identificação de contaminantes e substâncias patogênicas e tóxicas e princípios ativos de produtos naturais.

8) Avaliação:

A avaliação dos alunos deverá ser feita através de testes periódicos, para memorização da terminologia utilizada no controle de qualidade.

9) Bibliografia:

a) STASI, Luiz Claudio (Organizador):

1996 - Plantas Medicinais: Arte e Ciência - Um Guia de Estudo Interdisciplinar - Ed. Unesphoramentos - S.Paulo -230 p.

1991 - Constituintes Químicos de Plantas Medicinais Brasileiras, Propriedades Químicas e Espectrométricas de 82 Substâncias Químicas Ativas e das 56 Plantas que as Contêm - EUFC - Fortaleza -Brasil - 416 p.

d) ALENCASTRO, R. B. & H. MANO:

1987 - Nomenclatura dos Compostos Orgânicos - Ed.Guanabara - Rio de Janeiro

e) EVANGELISTA, José:

1992 - Alimentos, um Estudo Abrangente - Ed. Atheneu - Rio de Janeiro - Brasil - 450 p.

f) Resolução-RDC Nº 17 de 24.02.2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.


 
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