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Projeto Farmácias Vivas

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O PROJETO FARMÁCIAS VIVAS

     O Projeto Farmácias Vivas foi planejado para atuar como um programa de assistência social farmacêutica aplicado a pequenas comunidades do Nordeste, governamentais (Secretarias Municipais de Saúde) ou privadas (ONGs), com o objetivo de transferir para seu uso, o conhecimento cientifico sobre as plantas medicinais da região. Um dos estímulos para este planejamento foi o fato de que a planta medicinal, fresca ou seca, segundo recente levantamento, é o divisaol terapêutico mais freqüentemente utilizado por milhões de pessoas que formam a parte menos abastada da população nordestina,  embora ainda não existam informações científicas suficientes para permitir o uso  correto dessas plantas.

    Outro estímulo foi a idéia de aproveitar o conhecimento sobre as plantas regionais acumulado durante décadas de estudos na Universidade Federal do Ceará sob a assertiva de que é possível empregar sob controle  adequado, os princípios ativos contidos nas plantas, através do uso dessas mesmas plantas reduzidas a pó ou na forma de extratos devidamente elaborados.  Esta asociação de idéias e fatos induziu a criação do referido projeto na UFC, em 1985, cuja aplicação visa promover a substituição do tradicional uso empírico de plantas feito pelo povo,  pelo emprego correto dessas ou de outras plantas, cujas propriedades medicamentosas possam ser considedasr validadas com base nas informações científicas pertinentes.

    Para isso foi desenvolvida uma metodologia apropriada para o trabalho com plantas disponíveis na região, selecionadas por sua comprovada eficiência terapêutica que, cultivadas em pequenas porém numerosas hortas ou coletadas no campo, quando silvestres, pudessem ser usadas como medicamentos preparados especialmente a partir de plantas frescas, em pequenas oficinas farmacêuticas, seja na forma de preparações caseiras usuais ou, opcionalmente, de fórmulas farmacêuticas, em função da ação indireta ou direta do farmacêutico no processo.  A escolha das plantas para o projeto é baseada na comprovação de sua eficácia e segurança terapêuticas, quer através da experimentação na própria Universidade, quer através da análise dos dados publicados na literatura pertinente.

    Quando se trata de espécie exótica de interesse do projeto se exige da planta um bom grau tolerância agronômica às condições ambientais próprias da natureza nordestina.

    Integra o  Projeto cinco setores de atividade a seguir explicitados, destinados a:

a)  seleção das espécies, através da captação, arquivamento e organização de bancos de dados e das informações a serem distribuídas sobre o cultivo e o uso correto das plantas;

b) coleta de plantas medicinais no campo para sua introdução no Horto, identificação taxinômica, domesticação, produção de mudas e de divisaol para estudo experimental;

c)  instalação e assessoramento de 'Farmácias Vivas' constituídas de hortas medicinais complementadas por oficinas farmacêuticas de nível artesanal ou farmacotécnico, postas a disposição de comunidades privadas ou governamentais interessadas;

d) treinamento de pessoal de primeiro, segundo e terceiro graus, pertinentes às áreas de conhecimento agronômico e farmacêutico,  aplicado ao uso de plantas medicinais;

e) editoração e distribuição dos impressos de orientação do uso correto de plantas medicinais da região.

 

Prof. F. J. de Abreu MATOS


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