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Meio-Ambiente

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(desde 26/05/2000)

A Carta do Cacique Seattle

    Esta carta, considerada como a declaração mais bela e profunda sobre o meio ambiente - já feita até agora, foi lida por Russell Peterson, Presidente do Conselho Federal de Qualidade do Meio Ambiente, dos Estados Unidos, durante a reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência, em New York, em maio de 1975.

    Russell Peterson observou que "da nossa moderna perspectiva - 120 anos depois - a carta de Seattle parece ser uma profecia expressiva, se não de todo desconcertante".

    Sobre o assunto de terras dos índios manifestou-se Michael Blake, no artigo "Enterrem meu Coração em Wounded Knee", publicado em "Mother Earth News", nº 12, novembro de 1971, North Madison, Ohio, nos seguintes termos:

    " ... O índio percorre as suas terras tribais pacificamente e com simplicidade, com grande reverência pelo país e seus habitantes. Depois vem o homem branco, aos tropeções, para alcançar os campos auríferos da Califórnia ou as ricas glebas dos altiplanos. O índio não passa de coisa irritante, de uma barreira incômoda que tem que ser removida e posta de lado se é que se deve cumprir o destino manifesto. As boas terras são roubadas, e designadas como reservas as terras que o homem branco desprezou ou já saqueou. Aqueles que não querem ir para as reservas são caçados impiedosamente.

    Às vezes, mesmo aqueles que haviam concordado em vir, são atacados (por exemplo, em Sand Creck) e ocorrem massacres sobre os quais se estende o manto de segredo e que tornam My Lai (*)  parecer obra de amadores.

    Uma vez dentro da reserva, o índio é frequentemente forçado a se mudar outra vez, para mais longe da sua antiga terra natal, depois que é descoberto ouro ou se planeja uma estrada conveniente para a Costa Ocidental. Dentro da reserva o índio é alimentado  com os restos de comida do homem branco pelos supervisores corruptos e inescrupulosos, e as palavras de desabafo significam a morte.

    É claro - que o crime dos nossos antepassados é de um tipo como nunca antes o mundo chegou a ver. Não foi o crime de um louco só, como Hitler ou Stalin, foi um crime perpetrado por uma nação inteira ... uma nação que não se contentando em subjugar pela força um povo, apressou-se a destruir um modo de vida inteiro ..."

    Também pensava mais ou menos assim Black Whiskers Sanborn:

    "Para uma nação poderosa como a nossa conduzir uma guerra contra uns poucos nômades que lutam pela vida, em tais circunstâncias é um espetáculo dos mais humilhantes, uma injustiça sem paralelo, um crime nacional dos mais revoltantes que mais cedo ou mais tarde fará descer sobre nós ou nossos pósteros o julgamento do Céu".

1867, Black Whiskers Sanborn (**)


    (*) MYLAI - Aldeia vietnamita, destruída - junto com todos os habitantes - por um destacamento do Exército Americano, durante a chamada "Guerra" do Vietnam - cujo nome entra na História como símbolo de intolerância racial, política e ideológica.

(**) Sanborn, juntamente com um punhado de outros, foi o amigo mais sincero que os índios em qualquer época tiveram no meio dos homens brancos.

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