Matéria Médica Vegetal Brasileira



ANACARDIACEAE
MANGUEIRA
Mangifera indica L.
Imagem extraída do livro 'Introdução
à Taxonomia Vegetal' de Aylthon Brandão
JOLY, p. 427.
NOME VULGAR: Mangueira
NOME CIENTÍFICO: Mangifera indica L.
OBRA: Sp.Pl. 1º Ed. 1: 200 (1753)
FAMÍLIA: Angiospermae - Dicotiledoneae - Anacardiaceae
ETIMOLOGIA:
SINONÍMIA CIENTÍFICA:
SINONÍMIA VULGAR: mango
ORIGEM: Índia, sudeste asiático
HISTÓRICO:
A mangueira é uma das árvores de origem
asiática que melhor se aclimatou no Brasil, produzindo variedades
segunda a forma em que cresce e conforme a enxertia. Existem no Brasil
mais de 500 variedades, sendo a da Baía, a melhor de todas. As mais
conhecidas são: espada, itaparica, bourbon, manteiga, sapatinho,
itamaracá, boceta, rosa, cabeça-de-negro, carlotinha, mar-grande,
etc.
Os portugueses a levaram para o leste da África,
onde muitas variedades são hoje comuns, como também a introduziram
primeiramente na América tendo trazido mudas para Itamaracá,
na Bahia, no ano de 1700, de onde passaram para as Antilhas (50 anos depois)
e daí para o México no século XIX, de onde atingiram
a Flórida.
HABITAT:
ÁREA DE DISPERSÃO:
DESCRIÇÃO:
A mangueira é uma árvore que cresce até
10 m. O tronco atingue 2 m de diámetro, de casca regoada. Pode adquirir
cirncunferência de 25 m. A copa é convexa e de folhagem muito
densa. As folhas simples são lanceoladas, glabras e coriáceas
e tem, em todas as suas partes, um suco resinoso. Flores em cachos piramidais,
de sexos separados, em forma de estrela, de cor esverdinhada e vermelha,
tendo algumas o botãozinho, rudimento do futuro fruto.
DESENHO:
CULTIVO:
UTILIDADE:
Na Índia, a árvore é empregada
para a cultura da laca e a madeira serve para fabricar caixas para chá.
Da polpa do fruto faz-se sorvetes e geléia.
Na Índia, depois do chá, servem-se as mangas
com açucar, assim como fazem-se conservas em vinagre, ou mesmo comem-se
cozidas com açucar, e manteiga.
As mangas no Amazonas são de tamanho extraordinário,
porém de suco muito terebintáceo e fibroso.
A madeira é bonita e empregada em marcenaria.
No México, o fruto é um alimento popular,
que se come até mesmo verde, com pimenta.
PROPRIEDADES MEDICINAIS POPULARES:
Outrora os frutos eram considerados nocivos à
saúde, em virtude da abundância de terebentina. Entretanto
o seu consumo não possui nenhum inconveniente.
Na África, usam o cozimento da casca contra cólicas.
O xarope, feito com a polpa do fruto, é peitoral
e indicado nas tosses e bronquite.
O caule do tronco produz uma resina, empregada medicinalmente
contra a disenteria e a sífilis.
As cascas do tronco contém tanino, sendo empregadas
em cortume.
O suco das folhas é aconselhado nas diarréias
crônicas.
As folhas recentes são utilizadas contra a bronquite,
na asma e também como abortivo. (DOU.2)
As sementes são vermífugas.
Popularmente aconselha-se beber água depois de
comidos os frutos.
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS:
Toda a planta é impregnada de um princípio
resinoso e aromático.
INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:
PARTE USADA:
MODO DE USAR:
TOXIDEZ:
COMPOSIÇÃO:
POSOLOGIA:
Uso interno: infusão das folhas: 5 g para 200
ml de água fervendo, indicado para asma, tosse e rouquidão.
Tomar 3 xícaras por dia.
Externamente: cozimento da casca, em gargarejo, em certas
afecções da garganta.
A casca é também empregada, em xarope,
na tosse. (DDR.1/212)
BIBLIOGRAFIA:
PENNA, Meira:
1946 - Dicionário Brasileiro de Plantas Medicinais - Kosmos -
3ª Ed. - Rio - p. 248 (PEN.1)
ROCHA, Francisco Dias da (1869-1960):
1987 - O Formulário Terapêutico do Prof. Dias da Rocha - Ed.
da ESAM - Mossoró - p. 212 (DDR.1)

