Medicina Popular: uma Medicina Expropriada
Prof. Douglas Carrara
1. O Surgimento da Medicina Popular Brasileira
A medicina popular, ainda que formada por três
componentes culturais distintos, ou seja, a cultura negra africana, a indígena
e a portuguesa, manifesta na sua prática uniformidade suficiente
para que se possa estudá-la com rigor científico. Isso porque
as práticas médicas populares estão perfeitamente
disseminadas por todo o território nacional e as possíveis
discrepâncias acham-se perfeitamente corrigidas pela longa convivência
cultural, ainda que as terminologias variem e os recursos nem sempre sejam
os mesmos. Além da diversidade aparente, existe uma uniformidade
de princípios de natureza filosófica, que rege a sua descoberta
e sua aplicação. São esses princípios que interesse
buscar para que possamos entender o que tal medicina pode representar em
termos de alternativa válida para a solução da problemática
de saúde do povo brasileiro.
A medicina popular é capaz de diagnosticar doenças,
fazer anamneses, prescrever medicamentos específicos para cada moléstia,
estudar suas possíveis etiologias, além de possuir semiologia
específica, se bem que de modo precário e não sistematizado,
mas muito longe de ser alguma coisa desprovida de lógica, sem sentido
ou que não tenha partido da observação concreta da
doença e da saúde humana. Na verdade ela representa as primeiras
e rudimentares preocupações do homem quanto à sua
saúde e os recursos necessários para a cura das doenças.
No entanto a medicina popular surge sob determinadas
condições históricas. Torna-se fecunda ou não,
dependendo do modo de produção no qual foi produzida, ou
no qual tenha se instalado, e do nível de desenvolvimento das forças
produtivas. Assim na América, o verdadeiro desenvolvimento do médico
ervanário é próprio dos povos com agricultura. Em
termos gerais, o conhecimento de plantas medicinais não é
característico dos povos coletores e caçadores. (1) É
claro que é muito difícil atualmente localizar
historicamente as invenções terapêuticas; pode-se apenas
elaborar conjecturas a tal respeito. Por outro lado, podemos avaliar as
razões da preservação de tal ou qual invenção
de acordo com condições econômicas ou históricas.
Existem remédios que conseguiram uma expansão quase ilimitada
(Ex.: Bixa orelana L., o urucu) e outros
que nunca chegaram a sair de um pequeno núcleo indígena constituído,
às vezes, por diminutas aldeias (Ex.: Cinchona
calisaya Wedd, a quina). Assim, importa avaliar a razão
de determinada invenção continuar sendo utilizada por um
grupo social; não nos interessando, portanto, a problemática
das origens culturais. Não podemos ignorar, entretanto a realidade
de difusão cultural, já que as grandes invenções
terapêuticas provavelmente não foram descobertas pelas povos
tupis-guaranis encontrados no território brasileiro, e que,
além disso, as práticas africana e portuguesa introduziram
sementes de plantas que aqui se aclimataram, ao lado de novas práticas
e outras terminologias para doenças e sintomas.
Recorde-se que, com a dominação colonial
portuguesa, o Brasil foi atingido pelos interesses do capitalismo comercial
europeu na sua fase expansionista, e assim o Brasil vai contribuir com
a acumulação do capital comercial, na medida em que passa
a produzir um único produto, o açúcar, de baixo custo
e com lucros elevados. Mas para isso era necessário escravizar a
cultura negra e indígena, modificando radicalmente seus costumes,
economia, cultura, medicina, sempre que tais culturas prejudicassem o processo
econômico e a dominação política.
Desde o início do período colonial, a
cultura popular somente pôde se reproduzir de modo marginal e fragmentário
e a medicina não escapou dessas imposições, na medida
em que é produzida em modos de produção não
capitalistas, não estando, portanto, legitimamente habilitada a
satisfazer os interesses do capitalismo. Com o desenvolvimento do capitalismo,
a produção torna-se mecanizada e a força de trabalho
é confinada nas fábricas para a produção em
série e sob uma divisão do trabalho altamente especializada.
Assim a medicina popular cada vez menos pode satisfazer às exigências
de conservação e reparação da força
de trabalho, através de drogas que silenciem rapidamente os sintomas
manifestados, que, na maior parte das vezes, são decorrentes das
condições de trabalho introduzidas
pelo processo de industrialização, o qual não leva
em conta as dificuldades que toda espécie animal sofre ao ser inserida
num novo habitat.
Todo modo de produção estabelece a unidade
de tempo de trabalho fundamental para que a acumulação de
capital se efetive e, na medida em que é através de horas
de trabalho não pagas que a acumulação de capital
se torna possível no modo de produção capitalista,
as horas de trabalho perdidas quando a força de trabalho se encontra
doente contribuem para a diminuição do lucro. Então
a farmacologia é necessariamente obrigada a desenvolver uma tecnologia
capaz de produzir medicamentos que mantenham a força de trabalho
em atividade ainda que esteja doente. Por isso a medicina alopática
desenvolve-se mais no sentido farmacológico do que no sentido propriamente
médico, com a conseqüente transformação das farmácias
em supermercados e do médico num eficiente leitor de bulas.
A medicina popular produz-se, por outro lado, em modos
de produção onde a atividade básica é a agricultura
e no qual a divisão do trabalho se dá de modo simples. A
unidade de tempo de trabalho é determinada, nesse caso, pelas etapas
de produção, tais como a capina, a semeadura, a colheita,
a preparação da terra, a adubagem, etc., tendo-se com isso,
a possibilidade de tratamentos médicos mais demorados e cuidadosos
e a observação mais íntima das reações
de corpo humano ao uso de plantas medicinais.
2. Pensamento Mágico e Pensamento Científico
O pensamento mágico constitui o pensamento originário
da humanidade. Todos os povos primitivos o desenvolvem e pode ser considerado
o estágio imediatamente anterior ao pensamento científico.
A medicina popular se produz sob a lógica de tal pensamento e representa
o primeiro conhecimento dos efeitos das drogas medicinais no homem.
Tal pensamento se caracteriza por pensar a natureza
como um conjunto de entidades que possuem poder, e que são capazes
de modificar a realidade pela sua vontade. A compreensão dos fenômenos
naturais se dá através do princípio da analogia; assim
se um vegetal é amargo e produz seiva amarela (p.e. Chelidonium
majus), por analogia se deduz que a planta deve servir para
o tratamento de doenças hepáticas, já que a bílis,
substância excretada pelo fígado, quando lançada na
corrente sangüínea faz com que a pele fique com a tonalidade
amarelada. Tais analogias são observadas constantemente na lógica
desse pensamento, o que, entretanto, não impediu de através
desse princípio, chegar a produzir conhecimentos válidos.
Ainda que sem o projeto de conhecer, tal pensamento
pôde produzir conhecimentos, tais como as exuberantes experimentações
dos alquimistas da idade média européia, que descobriram
o oxigênio, o ácido sulfúrico, etc., embora não
considerassem tais descobertas um conhecimento, na medida em que buscavam
a fórmula dos elixires de longa vida, da transmutação
dos metais em ouro, etc. e além disso não dispunham de conhecimentos
teóricos capazes de explicar a descoberta dessas substâncias.
Com o surgimento da química tais "descobertas" puderam ser facilmente
explicadas e contribuíram para o desenvolvimento da ciência
como tal.
A medicina popular também produz conhecimentos
sobre plantas medicinais, que são posteriormente expropriados pela
medicina científica, através do estudo dos princípios
ativos e da sua industrialização, sob a forma de medicamentos
adaptados às necessidades de reprodução do modo de
produção capitalista, Isto é, medicamentos de rápida
eficácia, silenciadores de sintomas, desde que não se evidenciem,
de imediato, os seus efeitos colaterais. Assim a dedaleira, Digitalis
purpurea L., um tônico do músculo cardíaco
tem sido utilizada até os dias de hoje como tal, a partir de receitas
populares estudadas por um médico inglês. Os antibióticos,
de uso muito comum na medicina atual, muito antes do descobrimento do efeito
germicida do fungo Penicilium, por
Alexander Fleming, já era intensamente usado pelos camponeses europeus
no tratamento de feridas. Utilizavam feno mofado misturado com telas de
aranha, para obter o efeito anti-hemorrágico e germicida da mistura.
O ácido acetil-salicílico (AAS), largamente usado atualmente
como febrífugo e analgésico, na verdade foi desenvolvido
a partir de casca do salgueiro, Salix alba
L., da qual se utilizava para combater a febre e o reumatismo. O próprio
princípio das vacinas e dos soros anti-ofídicos já
eram muito usados artesanalmente antes de serem industrializados, como
provam os estudos de história da medicina.
O pensamento científico, por outro lado, estabelece
uma nova lógica em que a natureza se constitui de objetos passíveis
de serem conhecidos e que os fenômenos naturais estão sujeitos
a leis. A observação e a experimentação passam
a relacionar os resultados obtidos com as leis já estabelecidas,
sempre no sentido de articular as teorias com a realidade fenomênica
e revolucionar os sistemas teóricos sempre que determinado paradigma
consiga, num período da história da ciência, impedir
a descoberta de leis mais abrangentes e, portanto, mais capazes de explicar
a realidade.
Entretanto a história do pensamento científico
se confunde com a história do modo de produção capitalista,
principalmente a partir do momento em que a produção industrial
passa a exigir uma tecnologia cada vez mais sofisticada, ampliadora da
produção e poupadora de mão-de-obra. Logicamente a
ciência torna-se submetida aos interesses do modo de produção,
ainda que, para isso tenha que sufocar as aspirações mais
legítimas do corpo científico que busca a verdade científica.
A medicina não escapa de tal determinação,
principalmente porque é responsável pela manutenção
da disposição e energia para a realização da
produção. Por isso a medicina capitalista se preocupa com
a descoberta de medicamentos de efeito rápido, eliminadores de sintomas
incômodos, como analgésicos, laxantes, anti-piréticos,
tranqüilizantes, anticoncepcionais, etc. O médico passa,
portanto, a corrigir ou tentar corrigir, sintomas de forma predominantemente
farmacológica, deixando de observar no paciente suas condições
de trabalho, de habitação, de alimentação,
de higiene, etc.
Ainda que se consiga dirigir a pesquisa científica
no sentido de adequá-la aos interesses da reprodução
do modo de produção, não se consegue impedir o surgimento
de teorias e práticas científicas divergentes que mantém
críticas constantes ao paradigma científico em vigor num
determinado período. Assim várias doutrinas médicas
permaneceram e permanecem sem aprovação legal, nunca conseguindo
estender sua respectiva prática médica, de modo permanente
e legitimado, ao aparelho médico oficial. A homeopatia, a iridologia,
a acupuntura, a ioga e outros sistemas considerados holísticos,
apesar da difusão e da aceitação popular em diversos
países, dificilmente conseguem obter apoio do sistema oficial, que
não reconhecem sua eficácia e idoneidade científica.
3. A Realidade da Medicina Popular Brasileira
A medicina popular, como todo sistema medicinal, constitui
um complexo conjunto de teorias, práticas e drogas medicinais, utilizado
por um grupo especializado. No caso, tal conjunto não se encontra
sistematizado e didaticamente organizado de forma a ser ensinado academicamente
como ocorre com a medicina oficial. A grande dificuldade para que se possa
entendê-la dessa forma decorre da própria incapacidade do
raizeiro ou do mateiro de poder transmitir de forma escrita e sistematizada,
todos os conhecimentos sobre medicina que possui, seja por ter recebido
através da tradição oral ou de parentes, seja por
ter produzido através de experiências pessoais, novos conhecimentos.
A medicina popular não se resume na utilização
de folhas, raízes e cascas em forma de banhos ou infusões
com o objetivo de curar doenças. As simpatias e a religião
cumprem papel fundamental na sua eficácia. Toda aplicação
de recursos materiais ocorre num terreno essencialmente mágico,
na medida em que, para a medicina popular, as plantas não curam
por causa das substâncias nelas contidas, mas principalmente pelas
suas virtudes anímicas, isto é, porque as plantas são
entidades que curam doenças. Assim as propriedades farmaco-dinâmicas
das drogas estão diretamente ligadas a um universo religioso onde
se encontra a explicação do fenômeno. Por isso o tratamento
obedece a um ritual no qual são observadas as fases da lua, a posição
da raiz com relação ao sol, as estações do
ano, etc. Assim na medicina popular do Ceará, "um vermífugo,
para produzir efeito satisfatório deve ser tomado de madrugada,
antes do sol sair, sem falar, nem olhar para mato verde, nem para um espelho"
(2).
Aparentemente tal prática pode ser entendida
como ignorância, misticismo ou crendice, por quem possua formação
científica tradicional. No entanto necessariamente nem tudo pode
ser considerado ineficaz empiricamente no ritual de tratamento popular.
Por exemplo, Anes Dias, salientava que "no exercício da clínica,
não devemos desprezar as tradições populares (a meteorologia
médica popular) porque pouco conhecidas e mal explicadas ainda,
fatos que a prática nos mostrou influentes na evolução
de uma doença. Devemos, antes, acumular as observações
de cada caso e, desse confronto, tirar deduções. O fato de
não haver nos livros médicos, atualmente, explicação
satisfatória para certos fatos clínicos, ao invés
de nos levar a desprezar estes, nos deve estimular no sentido de melhor
estudá-los para seu perfeito conhecimento. Se tais fatos existem,
se eles são numerosos, mister é penetrar-lhes a significação
e não abandoná- los. Essas considerações julgo
necessárias ao iniciar esta palestra sobre a influência que
certos distúrbios atmosféricos exercem sobre o organismo
doente. A existência de tal influência nenhum médico
pode negar, pois até leigos a percebem, mas a mais completa indiferença
a respeito dela se observa nos livros de medicina". (3) Assim pode-se encontrar
conhecimentos de grande Importância no discurso de um raizeiro ao
desenvolver um ritual, ainda que não consiga distinguir perfeitamente
a ação mágica da ação empírica.
Assim as fases lunares, permitem ou proíbem certos remédios
e medicamentos: o vermífugo opera melhor no escuro, porque as bichas
se assanham e resistem à meizinha principalmente quando a lua é
nova. Às fases da lua estão relacionadas acessos de asma,
crises de reumatismo, ataques epilépticos,etc. (4)
Quanto aos rituais de coleta e preparação,
Hoehne afirmou que as substâncias ativas de um vegetal não
se acham distribuídas na mesma proporção em todos
os seus órgãos; sabe mais que, mesmo nos órgãos
em que se acham mais acumuladas, a sua porcentagem é variável
nas diferentes fases do vegetal e nas diversas épocas do ano (5).
Vemos assim que as práticas rituais da medicina popular podem possuir
explicações científicas e serem, portanto, fundamentais
para o bom resultado de qualquer tratamento.
A nomenclatura popular reflete ainda os efeitos da miscigenação
cultural, já que abundam as sinonímias de nomes de plantas,
o que tem levado a muitos erros, às vezes perigosos, na medida em
que se pode utilizar uma planta venenosa em lugar de outra. No entanto
a culpa recai com maior intensidade nos nomes de origem portuguesa.
Barbosa Rodrigues referiu-se a uma nyctaginaceae
(Boehavia hirsuta L.), que do norte
ao sul, tem o nome indígena de tangarakaa,
que foi substituído no Amazonas por solidônia, em Pernambuco
por pega-pinto e no Rio de Janeiro por erva-tostão. O que exprimem
estes nomes em relação à planta? Nada. Entretanto
todos sabem que a tangarakaa é
um poderoso remédio contra os males do fígado e suas conseqüências,
bem como as febres intermitentes ou palustres; e porque abandonaram este
nome quando ele tão bem exprime a propriedade, que tem a planta,
de ser o remédio para esse mal, dizendo que é uma erva fresca
para os doentes que sofrem do fígado? O termo diz: tang,
fresca; arae, doente do fígado;
kaa, erva (6).
Portanto a botânica ou nomenclatura indígena
segue um método sintético já que designam as espécies
por nomes tirados dos caracteres das folhas, das flores, dos frutos ou
de propriedades como o cheiro, o sabor, a dureza, a duração,
a cor, o emprego, etc. Nenhum caráter essencial lhes escapa. Denominadas
as espécies, as reúnem em gêneros, dando a estes o
nome da planta que lhes parece típica. Com a reunião dos
gêneros formam seções ou famílias. Desta divisão
formam grupos que dividem em Yba, madeiras
de lei, lbyra ou Muyra,
paus, Kaa, ervas, e lcipos
ou cipos, trepadeira. São tão exatas as suas observações,
que se encontram gêneros e subgêneros em uma só família,
como se fossem grupados por um verdadeiro botânico. (7) Tal sistema
classificatório somente foi suplantado por Linneu em 1735, com a
descoberta da sexualidade das plantas, o que evidencia a importância
do sistema indígena.
A medicina popular brasileira talvez possa ser considerada
a mais privilegiada, na medida em que a flora brasileira oferece em abundância
recursos medicinais em quantidade e qualidade que não se encontrou
ainda em nenhuma outra região. A raiz do jaborandi (Ottonia
anisum (Vell.) Kunth, mastigada, deixa a boca anestesiada por
muitas horas, eliminando assim as dores de dentes. As propriedades do iagê
ou caapi (Banisteriopsis
caapi (Spruce) Norton, planta alucinógena que os indígenas
da Amazônia usavam para ver o futuro, foram estudadas pelo cientista
colombiano Barriga Vilalga, que isolou o princípio ativo desta planta,
a iagina, que foi usada no tratamento da malária e do mal-de-Parkinson.
Durante a gripe espanhola em 1918, o melão-de-São-Caetano
(Momordica charantia L.) foi usado
com sucesso como medicamento preventivo e até mesmo curativo da
enfermidade. Recentemente o avelós (Euphorbia
tirucalli L.), planta muito encontrada nas regiões semi-áridas
do nordeste, foi estudado pelo Instituto Nacional de Tecnologia em Recife
e poderá ser utilizado com sucesso no combate às doenças
tropicais.
Entretanto nenhuma descoberta se compara ao uso indígena
do curare. Tema importante de discussão nas academias de medicina
e muito utilizado nas experiências de fisiologia, o curare até
hoje não foi definitivamente identificado, já que os curares
variam de região para região, além de que existem
vários tipos de curare numa mesma região. Mas o que permanece
inexplicável é o fato do indígena ter descoberto um
veneno para a caçada sem que se prejudicasse ao ingerir o animal.
Talvez por isso não se queira admitir a origem múltipla do
curare, isto é, custa admitir
que os indígenas tenham misturado várias plantas para encontrar
o veneno ideal. No entanto Barbosa Rodrigues já demonstrou que o
curare realmente se compõe de diversos vegetais e que cada um possui
finalidade empírica específica.
Diante de tal realidade, não é possível
encarar a medicina popular de maneira desprezível. Tal medicina
precisa ser estudada sob vários ângulos, para que se demonstre
a grandeza da inteligência popular e para que a medicina popular
não desapareça sob o domínio da medicina do silêncio
.
Bibliografia:
1. PARDAL,Ramon:
1937 - Medicina Aborigen Americana - Ed. Jose
Anesi - Buenos Aires - pag. 18
2. MAGALHÃES, Josa:
- Cit. ln Medicina Popular - Maria Thereza
L.A.Camargo - Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro - Rio - 1976 -
pag. 27
3. DIAS, Anes:
- Cit. ln Fernando São Paulo - Linguagem Médica
Popular no Brasil - Ed. ltapuã - Salvador - 1970 - pag .
XVI.
4. SÃO PAULO, Fernando:
1970 - Linguagem Médica Popular no Brasil
- Ed. ltapuã - Salvador - pag. XVII.
5. HOEHNE, F.C.:
1939 - Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas
e Medicinais - Dept. de Botânica do Est. de S.Paulo - pag.
30.
6. RODRIGUES, J. Barbosa:
1905 - Mbaec Kaa Tapyeta Enoyndaua ou A Botânica
e a Nomenclatura Indígena - Imprensa Nacional - Rio -
pag. IV.
7. Idem - pag. 9.

