Repertório Patológico
MENINGITE
(2ª FASE)
A meningite é qualquer
doença infecciosa das meninges, as membranas que recobrem o cérebro
e a medula espinhal.
Na forma mais comum, a inflamação
é causada pelas bactérias meningococcus e pneumomcoccus.
Estes germes são encontrados
no trato respiratório superior em 2 a 5 % dos indivíduos
normais que atuam como portadores ou sob certas circunstâncias, desenvolvem
a doença à proporção que a bactéria
se propaga do nariz e garganta ao cérebro, comumente pela corrente
sangüínea.
A doença também
se propaga por indivíduo infeccionado através da secreção
do nariz e da garganta.
A meningite é também
infecção secundária após infecções
agudas da cavidade sinusal ou do ouvido médio.
O período de incubação
da meningite é de cerca de uma semana.
Ocorre mais freqüentemente
nos meses de inverno e geralmente o sexo masculino é mais atacado
do que o sexo feminino.
As crianças adultas jovens
e pessoas idosas são mais sujeitas à doença. (PAL/238)
SINTOMAS:
A resistência do paciente,
a virulência e o tipo de bactéria são de grande importáncia
para o desenvolvimento da doença.
Em caso grave, os sintomas
se iniciam com CALAFRIOS repentinos, FEBRE ALTA, DOR DE CABEÇA VIOLENTA
e VÔMITOS.
O coma segue, possivelmente,
com rapidez.
Aparecem manchas sangüíneas,
azuladas, na pele e o paciente permanece em estado de choque e a morte
pode ocorrer dentro de algumas horas.
Felizmente a maioria dos casos
não são tão catastróficos.
Aparecem sinais de infecção
respiratória, calafrios, febre e cefaléia.
Há náuseas e
nas criancinhas, possível diarréia.
Pode aparecer, ou não,
erupção avermelhada. A temperatura é flutuante.
O paciente se queixa de dores
musculares, forte dor de cabeça e enrijecimento do pescoço.
Quanto mais cedo for feito
o diagnóstico mais curta é a duração da doença.
(PAL/238)
COMPLICAÇÕES:
A hidrocefalia é comum
nos bebês - deformidade na qual a cabeça aumenta. Em vista
de lesão nervosa é possível ocorrerem distúrbios
de visão e audição em qualquer idade. Ocasionalmente
há complicação do coração. Cefaléia
crônica é também freqüente. (PAL/238)
PREVENÇÃO:
Não se deve negligenciar
o uso de antibióticos aos portadores e pessoas expostas à
doença.
Infecções do
nariz, lábio superior, ouvido e sinus, devem ser prontamente tratadas
a fim de evitar a propagação do mal até o cérebro.
(PAL/238)
BIBLIOGRAFIA:
PALEY, G. & ROSENTHAL, Herbert:
1975 - Manual Medigráfico
- Artenova - 1ª Ed. - Rio de Janeiro - Brasil - pag. 238.