Leiria - Portugal






DOIS «INTERVALOS DO SENTIR»
Transparência límpida de infância não vivida
a fonte as casas o mar
A rocha o sol a flor o búzio
Ânsia de ser aquilo que não sei
Ergue-te coração
Na tarde limpa
***
E de novo a sensação do mole e indefinido
Vago rumor que envolve as coisas e a solidão nocturna
Ecos longínquos trazem-me a distância
Algo agita o vento e levanta a areia
O deserto é mais vasto e o mar
É proa erguida de navio austero
Em que navega há séculos a sombra e a miragem
PAPOILAS GRITO ABERTO NA MANHÃ DO ESPANTO